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Abordagem imunológica pode deixar vacina contra estafilococos mais próxima


As infecções por Staphylococcus aureus (SA) são um desafio em função da crescente resistência aos antibióticos. As tentativas de uma vacina para SA, vistas como opção, estão baseadas no sistema imune do adulto, no sentido de estimular uma resposta específica com anticorpos pelas células B. A novidade é que um grupo de pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, publicou um artigo recente no The Journal of Clinical Investigation com uma abordagem inédita e promissora no campo das vacinas para SA.


O trabalho envolveu o uso de um modelo de ratos com infecção por uma cepa de SA que expressa a ovalbumina de ovo de galinha, focando especialmente na resposta das células T e na produção da toxina alfa, uma toxina produzida por todas as cepas de SA, sejam ou não resistentes aos antibióticos. O SA sobrevive na pele de forma inofensiva ou causando pústulas, mas também pode penetrar na corrente sanguínea e causar lesões mais sérias em órgãos, o que leva à morte em torno de 10.000 pessoas por ano nos Estados Unidos.


Os pesquisadores descobriram que, na vigência de infecções comuns de pele, não existe a formação de imunidade nos animais. No entanto, os ratos expostos a infecções por SA sistêmicas desenvolveram proteção contra reinfecção mediada por células T. Este fato fez surgir a hipótese de que o estafilococos utiliza a alfa toxina para impedir o surgimento de imunidade por células T. Este defeito na imunidade adaptativa após infecção cutânea foi associado à perda de células dendríticas, atribuível à expressão da toxina alfa (Hla).


Abordagens genéticas e baseadas em imunização para proteção contra Hla durante a infecção da pele restauraram a resposta das células T, comprovando a hipótese. Com esses resultados, os pesquisadores estão prevendo uma estratégia combinada de proteção. Vacinar a gestante para que transmita anticorpos contra a toxina alfa e vacinar o recém nato antes do contato com SA, para que desenvolva vigorosa imunidade de células T.


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