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Engenharia celular desenvolve novo potencial para a imunoterapia T CAR


Se o surgimento da imunoterapia contra o câncer foi o mais importante evento recente no combate à doença, pode-se dizer que a imunoterapia T CAR, que modifica células do próprio paciente para que ataquem as células cancerígenas, pode ser considerada o maior avanço recente dentro da imunoterapia. Células T CAR são atualmente utilizadas com sucesso no tratamento de linfomas de células B e há estudos para seu uso em outros cânceres sanguíneos.


Contudo, a eficácia da terapia tem sido menos importante contra tumores sólidos, já que há a necessidade de migração das células T CAR até o tumor e que sobrevivam em um ambiente imunossupressor o tempo necessário para matar as células cancerígenas. Nesse contexto, a novidade vem de um estudo de pesquisadores da Universidade da Califórnia (San Francisco) em associação com colegas da Universidade de Helsinque.


O artigo da equipe narra o desenvolvimento de um sistema de identificação em duas etapas para as células T CAR. Desta forma, a célula é criada para atacar um determinado marcador expresso por células sadias e cancerígenas, mas só desencadeia efetivamente o ataque se a expressão do marcador for acima de certo limiar na célula. É o que ocorre com o receptor de fator de crescimento epidérmico humano 2 (HER2), expresso em todas as células da mama, mas superexpresso nos chamados tumores HER2 positivos.


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