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Estudo demonstra funções defensivas dos nervos intestinais no combate à infecção


Nosso intestino possui tantas terminações nervosas que diversos autores o chamam de segundo cérebro. Essas terminações nervosas sensoriais, os nociceptores, são neurônios especializados em dor que detectam estímulos prejudiciais como calor, produtos químicos nocivos e mediadores inflamatórios. Os nociceptores podem também detectar diretamente bactérias e produtos fúngicos para provocar dor visceral (alerta) e regular a inflamação. A novidade é que uma equipe de pesquisadores da Harvard University descobriu que esses nociceptores não funcionam apenas como sinalizadores de alerta, mas também possuem uma função de defesa ativa até então desconhecida.


A descoberta foi anunciada em um artigo publicado recentemente na Cell e foi feita por meio de experimentos com ratos. Três grupos de animais foram infectados com Salmonella enterica. Previamente à infecção, um grupo de ratos foi manipulado para ter os nociceptores intestinais deletados e um segundo grupo sofreu bloqueio farmacológico dos nociceptores. O terceiro grupo manteve a função normal dos nociceptores para funcionar como controle no experimento, cujo objetivo foi avaliar exatamente o papel dos nociceptores durante a infecção por Salmonella. O patógeno invade a mucosa intestinal por meio das células M dos órgãos linfóides de Peyer.


Os experimentos mostraram que os nociceptores agem reduzindo a diferenciação de células M via secreção de peptídeo ligado ao gene da calcitonina, reduzindo as portas de entrada para a Salmonella, e também aumentando o número de micróbios intestinais protetores chamados bactérias filamentosas segmentadas (SFB), que fazem parte do microbioma no intestino delgado. Foi visto que esses mecanismos de defesa funcionavam de maneira confiável em camundongos com nociceptores intestinais intactos, mas não nos animais manipulados.


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