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Estudo identifica nova abordagem promissora para Doença de Parkinson


Pesquisadores do Scripps Research Institute, nos Estados Unidos, publicaram um artigo recente na Proceedings of the National Academy of Sciences no qual afirmam terem desenvolvido uma abordagem inédita para o tratamento da Doença de Parkinson.


Embora ainda não sejam conhecidos todos os mecanismos responsáveis pela doença, um volume considerável de evidências sedimenta a importância do depósito da α-sinucleína, uma proteína intrinsecamente desordenada, na patogênese da doença. Foi com essa inspiração que os pesquisadores do Scripps desenvolveram seu novo método.


A ideia, resumidamente, é impedir a transcrição da α-sinucleína diretamente no nível de seu RNA codificador (mRNA). Para isso, os pesquisadores projetaram uma pequena molécula que visa seletivamente o RNA mensageiro que codifica a proteína α-sinucleína e inibe seletivamente sua tradução. Essa pequena molécula, chamada sinucleozida, impede o ribossomo de detectar o modelo de RNA mensageiro, impedindo a tradução da α-sinucleína. Com isso, os pesquisadores acreditam que o direcionamento no nível de seus mRNAs codificadores pode retardar a progressão da doença de Parkinson e de distúrbios neurológicos relacionados.


A vantagem de escolher uma molécula pequena para atingir o mRNA em vez de um RNA, ou oligonucleotídeo de ligação, é que um agente terapêutico deve ser muito pequeno para atravessar a barreira hematoencefálica. Associando-se a isso a seletividade da sinucleozida, comprovada por estudos proteômicos, os pesquisadores afirmam estar diante de um composto merecedor de maior desenvolvimento. Mesmo com boas perspectivas quanto aos efeitos da nova abordagem sobre a evolução do Parkinson, os pesquisadores alertam que ainda há muito a ser feito até que venham os testes em humanos.


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