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Estudo vincula glioblastoma a processos de regeneração cerebral após lesão


O glioblastoma multiforme (GBM) é um dos tumores cerebrais mais agressivos e difíceis de tratar em adultos. Após o tratamento, a doença recorre em curto intervalo de tempo a partir de células-tronco de glioblastoma (GSCs) dispersas pelo tecido cerebral. Com os métodos atuais, a sobrevida média é de 15 meses após o diagnóstico. Um dos fatores que limitam o tratamento é a extensa heterogeneidade celular observada dentro de um mesmo tumor e entre tumores de diferentes pacientes, fato que reflete a heterogeneidade das próprias GSCs.


A novidade é um artigo de pesquisadores da Universidade de Toronto, do Hospital for Sick Children e do Princess Margaret Cancer Center sugerindo que o GBM pode ter seu desenvolvimento estimulado por processo de regeneração do tecido cerebral após lesão (infecção, trauma e isquemia). O GBM surgiria como consequência de mutações ocorridas em processos como a regeneração.


O sequenciamento de mais de 70.000 GSCs oriundas de pacientes confirmou a esperada diversidade nos tumores, mas conseguiu discernir dois padrões celulares distintos (inflamação e regeneração). Sob essa nova ótica, diversos novos alvos terapêuticos para a doença foram identificados para cada um dos padrões.


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