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Nanomáquinas ativadas por luz restabelecem sensibilidade a antibióticos


Pesquisadores da Rice University, da Biola University e do Texas A&M Health Science Center, nos Estados Unidos, além de um grupo da Universidade de Durham, no Reino Unido, desenvolveram um mecanismo baseado em nanomáquinas ativadas por luminosidade que possui ação antimicrobiana própria, além de conseguir restabelecer a sensibilidade a antibióticos em bactérias consideradas resistentes.


O artigo com a pesquisa foi publicado na ACS Nano e foca nas nanomáquinas moleculares ativadas pela luz (MNMs). Resumidamente, uma vez que as bactérias são expostas às MNMs em presença de luz, essas moléculas funcionam como brocas nas membranas celulares bacterianas. Nos experimentos, isso foi suficiente para matar até 17% das células bacterianas de Klebsiella pneumoniae resistente ao meropenem. Contudo, quando a exposição às MNMs estimuladas pela luz se deu na presença do antibiótico meropenem, a morte bacteriana alcançou índice de 65%. Isso significa que a ação perfurante de membranas das MNMs isoladamente apresenta algum poder antimicrobiano, mas que também pode favorecer a penetração do meropenem nas células, revertendo o mecanismo de resistência baseado na impermeabilidade da membrana.


Em mais testes, quando otimizadas as concentrações de MNMs e meropenem, os pesquisadores conseguiram matar até 94% das células bacterianas. Segundo os pesquisadores, a nova tecnologia pode ser de grande utilidade em qualquer tipo de infecção onde se possa ativar um foco de luz. Inicialmente, o maior interesse do grupo é investir no tratamento de feridas, infecções de pele e de implantes.


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