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Novo método baseado em exossomos para entrega de material genético terapêutico



Pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, juntamente com colegas da Universidade do Texas, ambas nos Estados Unidos, publicaram um artigo recente na Nature Biomedical Engineering no qual anunciam terem desenvolvido um método capaz de entregar de forma eficiente e imunologicamente inerte material genético terapêutico para diversas doenças. O método é baseado na formação de exossomos e não é uma novidade em si.


Exossomos são como envelopes de membrana celular contendo líquido e material biológico ativo. Por serem imunologicamente inertes e possuírem farmacocinética favorável, os exossomos há muito são considerados bons veículos para a entrega de moléculas terapêuticas. Os maiores problemas, no entanto, se referem a como induzir as células à produção de exossomos em quantidade suficiente e a como introduzir neles moléculas grandes como o RNA mensageiro.


Felizmente, foram exatamente esses os problemas resolvidos pelos pesquisadores no trabalho atual. Utilizando uma tecnologia patenteada chamada nanoporação celular, estímulos elétricos forçam células tronco doadas e transfectadas com DNA sintético especialmente fabricado para que liberem milhões de exossomos que, após serem coletados e purificados, funcionam como nanocarreadores contendo um medicamento.


No presente trabalho, o foco foram ratos portadores de glioblastoma multiforme deficientes em fosfatase ortotópica e homólogo de tensina (PTEN). Os exossomos contendo mRNA restauraram a função supressora de tumor, aumentaram a inibição do crescimento do tumor e aumentaram a sobrevida. Comparado a outras estratégias de produção de exossomos, como a eletroporação a granel, a nanoporação celular produziu até 50 vezes mais exossomos e um enorme aumento nos transcritos de mRNA exossômico. Além do tratamento dos gliomas, a equipe está confiante que o método tem potencial para oferecer uma importante opção terapêutica para várias outras doenças, como Parkinson e Alzheimer.



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