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Pintar ou alisar os cabelos pode aumentar o risco de câncer de mama?


A publicação do Sisters Study no International Journal of Cancer acende uma luz amarela para milhões de mulheres que utilizam produtos para alisar ou fazer pintura permanente nos cabelos. O estudo reuniu 50.884 mulheres entre 35 e 74 anos de idade que moravam nos EUA e em Porto Rico, sem história de câncer de mama (CM), mas com ao menos uma irmã com esse diagnóstico. O critério respondido por 47.650 mulheres foi o uso desses produtos nos 12 meses anteriores.


Durante o acompanhamento médio de 8,3 anos, houve 2.794 casos de CM invasivo ou carcinoma ductal in situ na coorte. Tintura permanente ou alisamento foram usados por 55% das mulheres. Após ajustes por fatores de confusão, o uso desse tipo de produto foi associado a um risco de CM 45% maior em mulheres negras (HR=1,45) e 7% maior em mulheres brancas (HR = 1,07). Contudo, o risco é restrito ao alisamento e tinturas permanentes, não sendo encontrado para uso de tinturas semipermanentes e temporárias.


No grupo como um todo, o risco de CM ligado a esses produtos foi de 18% (HR=1,18), sendo ainda maior quando o uso dos produtos é mais frequente. Para aquelas que tingiram os cabelos pelo menos a cada cinco a oito semanas, o risco de CM foi 60% maior em comparação com as participantes que nunca pintaram os cabelos, e essa associação foi igualmente verdadeira para tinturas escuras e claras. Por outro lado, o risco de CM para mulheres brancas aumentou em apenas 12% com o uso de tintura de cabelo de cor clara; porém, o mesmo não foi observado com o uso de tintura escura.


Outro dado importante é o uso de produtos para alisamento por 74% das mulheres negras e apenas 3% das brancas não hispânicas. O alisamento frequente representou risco 31% maior de CM em comparação com as que nunca utilizaram o método. Ainda que sejam necessários estudos mais definitivos para fazer recomendações de conduta, os resultados do estudo apontam para fatos com potencial de impacto importante na saúde pública.


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