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Radiômica inteligente prediz quando a imunoterapia irá piorar o câncer de pulmão


A imunoterapia de bloqueio do ponto de verificação imunológico foi o maior avanço no tratamento oncológico recente. Embora não funcione para todos os pacientes e diferentes tumores, em determinados casos, como o câncer de pulmão de células não pequenas (NSCLC), a imunoterapia foi transformadora do tratamento.


Nesse contexto, podem ser esperados três diferentes tipos de resposta dos pacientes com NSCLC à imunoterapia; sem resposta, com resposta favorável e com hiperprogressão da doença. Este último grupo representa um importante desafio terapêutico, uma vez que a imunoterapia, em vez de atacar o tumor, favorece seu rápido desenvolvimento. Infelizmente, não há biomarcadores capazes de identificar este subgrupo de pacientes, que apresenta essa reação paradoxal e para os quais a imunoterapia é prejudicial.


Agora, pesquisadores da Case Western University afirmam ter desenvolvido uma ferramenta capaz de fazer essa diferenciação entre os três tipos possíveis de resposta do NSCLC à imunoterapia. A nova ferramenta utilizou dados radiômicos de tomografias de tórax pré-tratamento para alimentar um algoritmo de inteligência artificial treinado para identificar características do tumor e de seu entorno.


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