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Repressão epigenética transitória é alternativa viável aos opioides na dor crônica


A dor crônica acomete entre 19 e 50% da população mundial e estimula o uso de drogas que promovem resistência e dependência, como os opioides. A epidemia de opioides vista em alguns países mostra que o sistema de tratamento da dor crônica falhou e requer alternativas mais eficazes. Enquanto isso, pesquisadores da Universidade da Califórnia (San Diego) pesquisam formas de utilizar a tecnologia CRISPR no tratamento de doenças.


Inspirados pelo relato de mutações genéticas no gene NaV1.7 que promovem hipersensibilidade (superexpressão) ou imunidade (bloqueio) à dor, os pesquisadores imaginaram que a tecnologia CRISPR poderia ser uma opção para direcionar o NaV1.7 e tratar a dor. A equipe construiu uma ferramenta CRISPR-Cas9 direcionada ao NaV1.7, mas sem capacidade de atingir a estrutura do DNA.


Em testes com camundongos, a ferramenta foi capaz de bloquear de forma reversível o gene NaV1.7 e produzir efeitos analgésicos por longos períodos. Curiosamente, outra plataforma, baseada em proteínas do dedo de zinco, obteve resultado semelhante, confirmando que a estratégia de bloqueio epigenético deste gene ligado à dor é eficaz e promissora.


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