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Você sabe o que são os smORFs?


Pesquisadores do Instituto Salk recentemente atualizaram em mais 10% o número de genes ativos no genoma. Isto se deu porque foi desenvolvida uma técnica capaz de identificar pequenos quadros de leitura abertos, ou smORFs, que codificam microproteínas funcionais. Acredita-se que as microproteínas dos smORFs participem de diversas funções biológicas como imunidade, estresse celular e desenvolvimento muscular. Anteriormente, os cientistas haviam identificado cerca de 25.000 genes que codificam proteínas biologicamente importantes. Esse total, no entanto, não inclui aproximadamente 2500 a 3500 smORFs. A identificação dos smORFs só foi possível após o refinamento de uma técnica proteogenômica chamada Ribo-seq.


Ordinariamente, o Ribo-seq é usado para detectar a produção de proteínas maiores, mas é ruim para detectar smORFs. Ou seja, o Ribo-seq comum faz um péssimo trabalho na identificação de quais smORFs realmente codificam proteínas funcionais. Em consequência, o trabalho da equipe do Instituto Salk foi exatamente tornar o Ribo-seq mais eficaz para a identificação das microproteínas funcionais codificadas por smORFs. O trabalho atual, publicado na Nature Chemical Biology, utilizou o Ribo-seq otimizado para identificar smORFs em três linhas celulares humanas (leucemia, câncer de ovário e células renais imortalizadas). Cerca de 7.500 smORFs apareceram em pelo menos uma linha celular, 1.500 apareceram em pelo menos duas linhas celulares e continuaram aparecendo quando os pesquisadores repetiram seus experimentos.


O desafio agora é descobrir quais smORFs estão envolvidos na doença e se as microproteínas por eles codificadas podem interferir de forma definitiva no processo fisiopatológico. Os pesquisadores já identificaram cerca de 500 smORFs que aparecem nas três linhas celulares, sugerindo que poderiam ter importantes funções biológicas.


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